Resumo Objetivo: Verificar as mudanças nas condições de trabalho e de saúde mental relatadas por docentes da Educação Básica na rede pública brasileira durante a pandemia da Covid-19. Método: Revisão de escopo, registrada na Open Science Frameword, seguindo as recomendações do método Joanna Briggs Institute e a mnemônica PCC (População, Conceito e Contexto), para formulação da questão de pesquisa. Artigos publicados em português, inglês e espanhol, nos anos 2020-2022, foram pesquisados nas bases LILACS, Periódicos CAPES, SciELO, MEDLINE (PubMed) e ERIC. Resultados: Após aplicados os critérios de elegibilidade, nove estudos foram selecionados, totalizando 35 mil docentes foram entrevistados, na maioria mulheres e com predomínio da faixa etária entre 30-49 anos. A maioria relatou aumento da carga de trabalho, diminuição da remuneração e sem facilitação para uso de tecnologias digitais. O impacto negativo na saúde mental no período foi percebido por desgaste emocional, depressão, ansiedade, insônia. Conclusão: Mais mulheres participaram dos estudos e relataram diminuição da renda, aumento da carga de trabalho, sobreposição de tarefas domésticas com profissionais, condições precárias para desenvolverem o trabalho no novo formato de aulas, dificuldade de acesso à internet e de comunicação com alunos(as) e gestores(as).
Abstract Objective: To assess changes in the working conditions and mental health reported by Basic Education teachers of the Brazilian public network during the COVID-19 pandemic. Method: Scoping review, registered in the Open Science Framework, and followed the recommendations of the Joanna Briggs Institute method and the PCC mnemonics (Population, Concept, and Context) to formulate the research question. Articles published in Portuguese, English, and Spanish, between 2020-2022, were searched in LILACS, Periodicals CAPES, SciELO, MEDLINE (PubMed), and ERIC databases. Results: After applying the eligibility criteria, 9 studies were selected, totaling 35,000 teachers interviewed, mostly women with a predominance of the age group 30 and 49 years. Most reported increased workload, decreased remuneration, and no facilitation for digital technologies. The negative impact on mental health during the period was perceived by emotional exhaustion, depression, anxiety, and insomnia. Conclusion: More women participated in the studies and reported decreased income, increased workload, overlapping of domestic tasks with professionals, precarious conditions to develop work in the new class format, and difficulty in accessing the internet and communicating with students and administrators.