Abstract This is the first national report of a fatal wound caused by a compressed air weapon projectile. Objective: To raise awareness of the risks posed by this type of weaponry and the need for its regulation. Case report: During a gathering of adolescents in a rural area, one of them fired a compressed air rifle he owned from a distance of 25 meters. One of the projectiles struck one of the young individuals, penetrating the thorax and causing hemopneumothorax, followed by cardiopulmonary arrest, irreversible brain damage, and death 35 days later. During the autopsy, a 5.5 mm diameter, 0.84-gram lead projectile was recovered, adhered to the left ventricle. Discussion: International literature reports cases and series where this type of weapon caused serious injuries and deaths, including penetrating chest trauma. There is a mistaken underestimation of the risks posed by so-called “less-lethal weapons,” especially compressed air guns. While this issue is a global concern, in Uruguay and other countries, these weapons are considered sporting or recreational and are freely sold. Conclusions: 1) Emergency and forensic physicians must consider the potential for compressed air weapon projectiles to damage vital organs. 2) It is essential to debunk the misconception that this type of weapon is harmless to humans. 3) Public authorities should regulate the sale, possession, and use of these weapons and implement awareness campaigns as part of primary prevention.
Resumo Este é o primeiro relato nacional de uma ferida fatal provocada por projétil de uma arma de ar comprimido. Objetivo: Alertar sobre os riscos que esse tipo de armamento representa e a necessidade de sua regulamentação. Relato de caso: Durante uma reunião de adolescentes em uma área rural, um deles disparou um rifle de ar comprimido de sua propriedade a uma distância de 25 metros. Um dos projéteis atingiu um dos jovens, penetrando no tórax, causando hemopneumotórax, seguido de parada cardiorrespiratória, lesão cerebral irreversível e morte 35 dias depois. Na autópsia, foi recuperado um projétil de chumbo de 5,5 mm de diâmetro e 0,84 gramas aderido ao ventrículo esquerdo. Discussão: A literatura internacional relata casos e séries em que este tipo de armamento causou lesões graves e mortes, incluindo traumas penetrantes no tórax. Existe uma percepção equivocada de baixo risco associada às chamadas “armas menos letais”, especialmente as de ar comprimido. Embora mundialmente se alerte sobre esta situação, no Uruguai e em outros países, essas armas são tratadas como esportivas ou recreativas, e sua comercialização é totalmente livre. Conclusões: 1) Médicos de emergência e legistas devem considerar a possibilidade de que projéteis de armas de ar comprimido comprometam órgãos vitais. 2) É necessário desconstruir a crença de que esse tipo de armamento é inofensivo para as pessoas. 3) Seria benéfico, para a prevenção primária, que as autoridades públicas regulamentassem a venda, posse e uso deste tipo de armamento, além de implementar campanhas de conscientização.
Resumen Se presenta la primera comunicación nacional de una herida mortal provocada por un proyectil de arma de aire comprimido. Objetivo: Alertar sobre los riesgos que supone esta clase de armamento y la necesidad de su regulación. Reporte del caso: En el contexto de una reunión de adolescentes en una zona rural, uno de ellos disparó un rifle de aire comprimido de su propiedad desde una distancia de 25 metros. Uno de los proyectiles que alcanzó a uno de los jóvenes, penetró en tórax, causó hemoneumotórax, seguido de paro cardiorrespiratorio, con agravio encefálico irreversible y muerte 35 días después. En la autopsia se recuperó un proyectil de plomo de 5,5 mm de diámetro y 0,84 gramos de peso adherido al ventrículo izquierdo. Discusión: La bibliografía internacional reporta casos y series en que este tipo de armamento causó lesiones de entidad y muerte, incluidos traumatismos penetrantes de tórax. Existe una errónea baja percepción del riesgo de las llamadas “armas menos letales”, en especial las de aire comprimido. Aunque a nivel mundial se alerta sobre esta situación, en Uruguay y otros países son tratadas como deportivas o recreativas y su comercialización es totalmente libre. Conclusiones: 1) Los médicos de emergencia y forenses debemos tener en cuenta la posibilidad de que los proyectiles de armas de aire comprimido comprometan órganos vitales. 2) Es necesario derribar la falsa creencia de que este tipo de armamento es inofensivo para las personas. 3) Sería beneficioso para la prevención primaria que las autoridades públicas regularan la venta, porte y uso de este tipo de armamento, así como la implementación de campañas de concientización.