Resumo: O ruído ambiental é um poluente atmosférico urbano nas metrópoles. O objetivo deste estudo foi identificar a associação entre a exposição diferencial ao ruído ambiental e a qualidade do sono em adultos. Trata-se de um estudo transversal com amostragem aleatória estratificada de residências conforme duas categorias de exposição (alta [≥ 65dBA] e baixa [≤ 50dBA]), de acordo com o mapa do ruído urbano. Foram selecionadas pessoas maiores de 18 anos, que dormiam e moravam o maior tempo no local durante os últimos seis meses, e foram excluídas pessoas em tratamento de distúrbios mentais ou de comunicação. Foi utilizado um questionário autoaplicável para coletar as características sociodemográficas, clínicas, de estilo de vida, de exposição ao ruído e de qualidade subjetiva do sono (Índice da Qualidade do Sono de Pittsburgh). A análise estatística incluiu testes qui-quadrado e correlações de Spearman, e foi utilizado um modelo de regressão de Poisson com variância robusta. As análises foram realizadas no Stata v12. Foram incluídos 221 participantes, 53,4% do sexo feminino, com idade média de 57 anos (IIQ: 35-67), 52,9% trabalhadores e 45,9% com formação universitária. Foi observado que 47,5% dos participantes tinham alguma patologia subjacente. Os residentes de locais com alta exposição ao ruído tiveram uma maior prevalência de 13% de qualidade de sono ruim em comparação com aqueles de locais com baixa exposição (RP = 1,13; IC95%: 0,99-1,28). O ruído ambiental afeta a qualidade do sono, mas fatores como sensibilidade ao ruído, duração da exposição, variáveis sociodemográficas, hábitos de vida e distúrbios de saúde mental determinam a forma e a magnitude com que o ruído afeta a qualidade do sono.
Resumen: El ruido ambiental es un contaminante urbano del aire en metrópolis. Nuestro objetivo fue determinar la asociación entre exposición diferencial a ruido ambiental y calidad del sueño de adultos. Se realizó estudio de corte transversal con muestreo aleatorio estratificado de viviendas según dos categorías de exposición (alta [≥ 65dBA] y baja [≤ 50dBA]), de acuerdo con mapa a priori de ruido de la ciudad. Se seleccionó personas con 18 o más años, que durmieran y residieran el mayor tiempo posible en la vivienda los últimos seis meses y, se excluyó a personas con tratamiento de alteraciones mentales o de la comunicación. Se utilizó un cuestionario auto diligenciado para medir las características sociodemográficas, clínicas, de estilo de vida, de exposición a ruido, y de calidad subjetiva del sueño (Índice de Calidad de Sueño de Pittsburgh). El análisis estadístico incluyó contrastes mediante chi cuadrado, correlaciones de Spearman y se estructuró un modelo de regresión de Poisson con varianza robusta. Los análisis se realizaron en Stata v12. Se incluyeron 221 participantes, 53,4% mujeres con edad mediana de 57 años (RIC: 35-67), 52,9% trabajadores y 45,9% con formación universitaria. El 47,5% de las personas tenía alguna patología de base. Los residentes en la zona de alta exposición presentaron 13% más prevalencia de mala calidad del sueño comparado con la zona de baja (RP = 1,13; IC95%: 0,99-1,28). El ruido ambiental altera la calidad del sueño, sin embargo, existen factores tales como la sensibilidad al ruido, la duración de la exposición, variables sociodemográficas, hábitos de vida y alteraciones en salud mental que modulan la manera y magnitud en que el ruido afecta dicha calidad del sueño.
Abstract: Environmental noise is an urban air pollutant in metropolises. This study aimed to identify the association between differential exposure to environmental noise and sleep quality in adults. This cross-sectional study used stratified random sampling of households according to two noise exposure categories (high [≥ 65dBA] and low [≤ 50dBA]), as specified by the urban noise map. People aged over 18 years, who slept and spent most of their time in the place during the last six months were selected, and people undergoing treatment for mental or communication disorders were excluded. A self-administered questionnaire was used to collect sociodemographic, clinical, lifestyle, noise exposure, and subjective sleep quality characteristics (Pittsburgh Sleep Quality Index). Statistical analysis included chi-squared tests and Spearman’s correlations, and a Poisson regression model with robust variance was used. The analyses were performed in Stata v12. A total of 221 participants were included, 53.4% female, with a mean age of 57 years (IQR: 35-67), 52.9% workers and 45.9% with higher education. It was observed that 47.5% of the participants had some underlying pathology. Residents of places with high noise exposure had a 13% higher prevalence of poor sleep quality compared to those in places with low exposure (PR = 1.13; 95%CI: 0.99-1.28). Although affecting sleep quality, the ways and extent with which environmental noise affects individuals seems to be influenced by noise sensitivity, length of exposure, sociodemographic variables, lifestyle habits, and mental health disorders.