ABSTRACT Introduction: University presses serve as the intersection between academia and books, traditionally adopted as a primary medium for publishing. The transformations brought by Open Science have reshaped the landscape of scientific publications, and Brazilian university presses are inserted in this context. Objective: To investigate the use of Open Monograph Press (OMP) software for editing e-books within Brazilian university presses. To achieve this, Brazilian university presses using the OMP software were mapped, including their respective websites. The study analyzed the information available on these websites, specifically focusing on the characterization, mapping of privacy policies, licensing for use and reproduction, and accessibility for people with disabilities. Methodology: This exploratory and descriptive study adopted a qualitative and documentary approach, extracting secondary data from the websites of university presses. Results: The Southeast region stands out, with six university presses, five of which are located in São Paulo. OMP is utilized by 17 presses, 82% of which have privacy statements, while only one, the UFPB, provides accessibility for people with disabilities. Conclusion: The study highlights the importance of using standardized software that meets the demands of satisfactory editorial quality. The results suggest that OMP represents a suitable adaptation to editorial standards and aligns with the norms required for the quality of the Brazilian publishing market. However, this study highlights the need for university presses to prioritize accessibility.
RESUMO Introdução: Editoras universitárias constituem o ponto de encontro entre o campo da universidade e o do livro, adotado como um meio tradicional de publicação. As mudanças trazidas pela Ciência Aberta transformaram o cenário das publicações científicas, e as editoras brasileiras estão se inserindo nesse cenário. Objetivo: Investigar como se configura o uso de software Open Monograph Press (OMP) para editoração de e-books no contexto das editoras universitárias brasileiras. Para atingir a este objetivo, mapeou-se as editoras universitárias brasileiras que utilizam software OMP, bem como os seus respectivos endereços eletrônicos e analisou-se as informações disponíveis nos sites das editoras, a saber: a caracterização, o mapeamento das políticas de privacidade, as licenças de uso e reprodução e a acessibilidade a pessoas com deficiência. Metodologia: Para a realização do estudo, foram extraídos dados secundários dos sítios eletrônicos das editoras, tratando-se de um trabalho exploratório e de caráter descritivo, de abordagem qualitativa e documental. Resultados: Entre os resultados, a Região Sudeste se destaca com o total de seis editoras universitárias, evidenciando o estado de São Paulo com cinco unidades. O OMP é utilizado por 17 editoras, das quais 82% definem declaração de privacidade e apenas uma é acessível para pessoas com deficiência, que é o caso da UFPB. Conclusão: Destaca-se a importância de se utilizar um software padronizado, que esteja de acordo com as exigências de uma qualidade editorial satisfatória. Sugere-se, conforme os resultados, que o OMP representa uma qualidade satisfatória das informações apresentadas no site sugerem uma adaptação eficaz do referido software no que concerne às exigências editoriais e quanto às normas que se propõem para a qualidade do mercado editorial brasileiro. Destaca-se que as editoras precisam se atentar à questão da acessibilidade.