Resumo: A genética é um fator que influencia o temperamento dos animais. O objetivo deste trabalho foi comparar vacas holandesas de linhagens neozelandesas (NZ) e norte-americanas (NA) quanto à reatividade avaliada por meio de três testes de temperamento. Foram avaliadas 120 vacas da Unidade Experimental do Instituto Nacional de Investigación Agropecuaria (INIA, Uruguai) de 4 grupos genéticos: NZ ou NA, mantidas sob duas estratégias alimentares: pastejo máximo ou pastejo fixo. A reatividade na ordenha (RO), a velocidade de fuga e a distância de fuga (DF) foram avaliadas em dois períodos (107,5 ± 30,3 e 173,8 ± 32,1 dias de lactação). A média das repetições por animal foi utilizada como variável dependente em modelos lineares gerais que incluíram a genética (NZ ou NA), ordem do parto (primíparas ou multíparas), estratégia alimentar (pastejo máximo ou pastejo fixo), e suas interações como efeitos fixos. Houve interação entre grupo genético e ordem do parto para RO. As diferenças entre vacas NZ e NA foram observadas apenas em multíparas, sendo que vacas NZ apresentaram valores maiores (2,93 ± 1,18) que as vacas NA (2,00 ± 0,90) (P=0,0004). As vacas NZ tiveram maior DF (4,2 ± 1,3 m) que as vacas NA (3,7 ± 1,1 m, P=0,03). A estratégia alimentar não teve efeito nas respostas dos testes. Conclui-se que a origem genética influenciou a reatividade nos testes de temperamento de RO e DF. As vacas NZ foram mais reativas ao homem e à ordenha do que as vacas NA, porém as diferenças na reatividade à ordenha foram observadas apenas em vacas multíparas.
Abstract: Genetics is a factor that influences the dairy cows’ temperament. The objective of the present study was to compare the responses to different temperament tests of New Zealand (NZ) and North American (NA) Holstein cows maintained in two different feeding strategies. A total of 120 cows from the Experimental dairy farm of the National Agricultural and Livestock Research Institute (in Spanish, INIA, Uruguay) were grouped into two Holstein strains: NZ or NA, and two feeding strategies: Grass Maximum or Grass Fixed. Milking reactivity (MR), Flight speed and Distance (FD) were assessed in two periods (107.5 ± 30.3 and 173.8 ± 32.1 days in milk). The averages of these repetitions were used in general linear models with Holstein strains (NZ vs. NA), parity (primiparous vs. multiparous), feeding system (Grass Maximum vs. Grass Fixed), and all two-factor interactions as fixed effects. For MR, there was an interaction between strains and parity. The difference between NZ and NA was observed only for multiparous cows, with higher MR in NZ (2.93 ± 1.18) than in NA (2.00 ± 0.90) (P=0.0004). The NZ cows had longer FD (4.2 ± 1.3 m) than NA cows (3.7 ± 1.1 m) (P=0.03). Feeding system did not affect the cow’s reactivity. In conclusion, dairy Holstein cows’ genetic strain was a factor related to MR and FD tests. In the milking parlor, multiparous NZ cows were more reactive than NA, which did not happen for the primiparous ones. The NZ cows were more reactive to humans than NA in the paddock, exhibiting longer flight distances.
Resumen: La genética es un factor que influye en el temperamento animal. El objetivo de este trabajo fue comparar la respuesta a tres pruebas de temperamento de vacas Holando neozelandesas (NZ) y norteamericanas (NA) bajo dos estrategias de alimentación. Ciento veinte vacas de la Unidad Experimental del Instituto Nacional de Investigación Agropecuaria (INIA, Uruguay) fueron agrupadas en una combinación de dos orígenes genéticos: NZ o NA, con dos estrategias de alimentación: Máximo pasto o Pasto fijo. La reactividad al ordeñe (RO), la velocidad de fuga y la distancia de fuga (DF) fueron evaluadas en dos períodos (107,5 ± 30,3 y 173,8 ± 32,1 días en leche), y el promedio de esas dos mediciones por animal fue utilizado en modelos lineales generales con la genética (NZ vs NA), la paridad (primíparas vs multíparas), la estrategia de alimentación (Máximo pasto vs. Pasto fijo) y sus interacciones como efectos fijos. Hubo una interacción entre origen genético y paridad para la RO. Las diferencias entre vacas NZ y NA fueron solo observadas en multíparas, presentando mayores valores las vacas NZ (2,93 ± 1,18) que las NA (2,00 ± 0,90) (P=0.0004). Las vacas NZ presentaron mayor DF (4,2 ± 1,3 m) que vacas NA (3,7 ± 1,1 m) (P=0,03). La estrategia de alimentación no afectó la respuesta a ninguna prueba. En conclusión, el origen genético de vacas lecheras Holstein influenció la reactividad a las pruebas de temperamento RO y DF. Las vacas NZ fueron más reactivas al humano y al ordeñe que las vacas NA, pero las diferencias en RO fueron solo observadas en vacas multíparas.