Resumen En este trabajo se examina la estrategia comunicacional y propagandística exterior de la última dictadura argentina elaborada por la Dirección General de Prensa y Difusión, establecida en 1977 en Cancillería. Se investiga su funcionamiento a partir del hallazgo de una serie de carpetas producidas por esta dependencia. Se reflexiona sobre la deriva de esta documentación para, posteriormente, analizar su contenido. Ello permite identificar el programa de invitación a periodistas extranjeros seleccionados para visitar Argentina. Los elegidos no eran solo figuras identificadas y defensoras del régimen, también participaron quienes manifestaban posiciones más críticas y quienes eran capaces de producir crónicas turísticas “no políticas”. Sus escritos periodísticos, a la vez, permiten señalar invariantes (rasgos comunes) que llevan a identificar lineamientos del proyecto comunicacional de la dictadura. Finalmente, este trabajo se detiene en el particular funcionamiento de esta Dirección: la presencia, entre sus empleados y funcionarios, de mujeres que estaban detenidas en uno de los principales centro
Abstract This work examines the foreign communication and propaganda strategy of the last Argentine dictatorship developed by the General Directorate of Press and Diffusion established in 1977 in the Foreign Ministry. Its operation is investigated based on the discovery of a series of folders produced by this agency. We reflect on the drift of this documentation to subsequently analyze its content. This allows us to identify the invitation program for foreign journalists selected to visit Argentina. Those chosen were not only identified figures and defenders of the regime, but also those who expressed more critical positions and those who were capable of producing “non-political” tourist chronicles. His journalistic writings, in turn, allow us to point out invariants (common features) that lead to identifying guidelines of the communication project of the dictatorship. Finally, this work focuses on the peculiar functioning of this Directorate: the presence, among its employees and officials, of women who were prisoners in one of the main clandestine detention centers – the Navy Mechanics School – and who were transferred to the Chancellery to work. Their inscriptions in the documents lead us to reflect on the work with bureaucratic-administrative documentation produced by the terrorist State.
Resumo Este trabalho examina a estratégia de comunicação e propaganda externa da última ditadura argentina, desenvolvida pela Direção Geral de Imprensa e Divulgação, criada em 1977 no Ministério das Relações Exteriores. Investigamos seu funcionamento com base na descoberta de uma série de pastas produzidas por essa unidade. Refletiremos sobre o desvio dessa documentação e, em seguida, analisaremos seu conteúdo. Isso torna possível identificar o programa de convites para jornalistas estrangeiros selecionados para visitar a Argentina. Os escolhidos não eram apenas figuras identificadas e defensores do regime, mas também aqueles que expressavam posições mais críticas e que eram capazes de produzir crônicas turísticas “não políticas”. Seus textos jornalísticos, por sua vez, nos permitem apontar invariantes (características comuns) que nos levam a identificar diretrizes do projeto de comunicação da ditadura. Por fim, este documento se concentra no funcionamento específico dessa Diretoria: a presença, entre seus funcionários e oficiais, de mulheres que foram detidas em um dos principais centros de detenção clandestinos –a Escuela de Mecánica de la Armada– e que foram transferidas para a Chancelaria para trabalhar. Suas inscrições nos documentos nos levam a refletir sobre o trabalho com a documentação burocrático-administrativa produzida pelo Estado terrorista.