Resumo Desde a sua expansão em 2020, o teletrabalho exacerbou algumas tendências em termos de organização, condições de trabalho e riscos para a saúde dos trabalhadores, sendo necessário poder discernir as questões intrínsecas que têm a ver com as formas que a sua implementação assume. As mudanças tecnológicas e a experiência da digitalização são analisadas como uma nova materialidade, que tem a ver com as formas como ela se insere como modalidade em contextos de trabalho específicos. As conclusões destacam como o teletrabalho intensifica a dualidade da flexibilidade laboral: por um lado, como uma vantagem que permite a conciliação da vida pessoal e profissional; e, por outro, como fator que intensifica o trabalho e dificulta o desligamento. Da mesma forma, são identificados riscos psicossociais associados, como o isolamento social, o estresse derivado da autogestão e a falta de apoio coletivo na resolução de problemas de trabalho. A sua legislação não ignora questões de assimetrias de poder nas relações laborais ou de dependência.
Abstract Since its expansion in 2020, teleworking has exacerbated some trends in terms of organization, working conditions, and health risks of workers, making it necessary to be able to discern those intrinsic issues that have to do with the forms its implementation takes. Technological changes and the experience of digitalization are analyzed as a new materiality, which involves the ways in which it is inserted as a modality in specific work contexts. The findings highlight how teleworking intensifies the duality of labor flexibility: on the one hand, as an advantage that allows the conciliation between personal and work life; on the other, as a factor that intensifies work and makes disconnection difficult. Likewise, associated psychosocial risks are identified, such as social isolation, stress derived from self-management, and the lack of collective support in solving work problems. Its legislation does not ignore issues inherent to power asymmetries in employment or dependency relations.
Resumen Desde su ampliación en el 2020, el teletrabajo ha exacerbado algunas tendencias en materia de organización, condiciones laborales y riesgos a la salud de trabajadores, siendo necesario poder discernir aquellas cuestiones intrínsecas con las que tienen que ver con las formas que adopta su implementación. Se analizan los cambios tecnológicos y la experiencia de la digitalización como una nueva materialidad, que tiene que ver con las formas en que se inserta como modalidad en los contextos laborales determinados. Los hallazgos destacan cómo el teletrabajo intensifica la dualidad de la flexibilidad laboral: por un lado, como una ventaja que permite la conciliación entre la vida personal y laboral; y, por otro, como un factor que intensifica el trabajo y dificulta la desconexión. Asimismo, se identifican riesgos psicosociales asociados, como el aislamiento social, el estrés derivado de la autogestión, y la falta de apoyo colectivo en la resolución de problemas laborales. Su legislación no soslaya cuestiones propias de las asimetrías de poder en las relaciones laborales o de dependencia.