Resumen El objetivo del presente texto es revisar y hacer una crítica, desde la historiografía, a la manera en que han influido los conceptos «Chichimeca» y «Mesoamérica» en la creación de la historia de los grupos norteños de México, no solo en el periodo novohispano sino también en el ámbito académico. Para dicho propósito se examinará en el primer apartado, la visión que tenían los nahuas de lo chichimeca, concepción que cambió radicalmente, y en su detrimento, con las categorías sociopolíticas traídas por los españoles: bárbaro y salvaje. En un segundo momento veremos que las categorías utilizadas por académicos: Mesoaméricasedentario-agricultor, versus lo no mesoamericano: nómada-cazador-recolector, enfrentan los mismos problemas que los de la visión europea. Así, se evidenciará que el conocimiento sobre la historia de las sociedades indígenas del norte de México se ha generado con base en una invención, un constructo y un mito.
Abstract The purpose of this paper is to review and critique, from the historiographical perspective, the way in which the concepts of Chichimeca and Mesoamerica have influenced the creation of the history of Mexico’s northern groups, not only in the New Spain period, but also today in academia. To this end, the first section will examine the vision that the Nahuas had about the Chichimeca, a conception that changed radically and to the detriment of the socio-political categories: barbarian, savage, brought by the Spanish. Later, we will see that the categories used by academics: Mesoamerican-sedentary-farmer, versus non-Mesoamerican-nomad-hunter-gatherer, face the same problems as those of the European vision. Thus, it will be evident that knowledge about indigenous societies in northern Mexico has been generated based on an invention, a construct and a myth.
Resumo O objetivo deste artigo é analisar e fazer uma crítica, a partir da historiografia, a forma como os conceitos “Chichimeca” e “Mesoamérica” influenciaram na construção da história dos grupos setentrionais do atual México, não somente no período da Nova Espanha, mas também, no campo acadêmico até o atual século XXI. Para isso, na primeira parte será revisada a visão que os nahuas tinham dos chichimecas, concepção que mudou radicalmente e em detrimento deles com as categorias sociopolíticas trazidas pelos espanhóis: bárbaro e selvagem. Num segundo momento analisaremos que as categorias empregadas pelos acadêmicos: Mesoamérica-agricultor-sedentário, versus o não-Mesoamericano: nômade-caçador-coletor, enfrentam os mesmos problemas da visão europeia. Assim, será evidente que o conhecimento sobre a história das populações indígenas do norte do México foi produzido a partir de uma invenção, uma construção e um mito.