Résumé : Cet article vise à analyser l’œuvre La Vénus à la Fourrure, à partir de la dramaturgie théâtrale Venus in Fur, écrite par David Ives en 2010, et le film français La Vénus à la fourrure, réalisé par Roman Polanski en 2013. Dans cette analyse, nous cherchons à comprendre les dialogues établis entre la pièce et le film avec d’autres œuvres artistiques du passé, en impliquant les significations historiquement construites sur les femmes et leur rôle social, thèmes qui imprègnent La Vénus à lá Fourrure. La perspective théorico-méthodologique qui sous-tend l’analyse proposée est celle des études sur Bakhtine et le Cercle, en comprenant que les œuvres artistiques s’inscrivent dans une longue chaîne discursive humaine de la longue durée, reflétant et réfractant leur propre temps, en même temps qu’elles répondent au passé, se projetant dans le futur. À son tour, La Vénus à la fourrure promeut un grand festival de renouveau des sens, étendant son dialogue au-delà de son contexte socio-historique de circulation, atteignant des œuvres du passé et d’autres contextes, en plaçant la représentation des femmes dans l’art au centre de sa discussion.
Abstract: This article aims to analyze the artistic work Venus in Fur through the theatrical play Venus in Fur, written by David Ives in 2010, and the French feature film Venus in Fur, directed by Roman Polanski in 2013. In this analysis, we seek to understand the dialogues established between the play and the film with previous artistic works, involving the historically built meanings about women and their social role, themes that permeate Venus in Fur. The theoretical-methodological perspective that underpins the proposed analysis is based on the studies of Bakhtin and the Bakhtin Circle, by understanding that artistic works are part of a long human discursive chain of great time, reflecting and refracting their own time, while responding to the past and being projected into the future. In turn, Venus in Fur promotes a major feast of renewal of meanings, extending its dialogue beyond its socio-historical context of circulation, reaching works from the past and other contexts, by situating the representation of women in art at the center of its discussion.
Resumo: Este artigo tem como objetivo analisar a obra A Pele de Vênus a partir da dramaturgia teatral Venus in Fur, escrita por David Ives em 2010, e do filme francês La Vénus à la Fourrure, dirigido por Roman Polanski em 2013. Nesta análise, busca-se compreender os diálogos estabelecidos entre a peça e o filme com outras obras artísticas do passado, envolvendo os sentidos historicamente construídos sobre a mulher e seu papel social, temáticas que perpassam A Pele de Vênus. O olhar teórico-metodológico que fundamenta a análise proposta são os estudos de Bakhtin e o Círculo, entendendo que as obras artísticas se inserem na longa cadeia discursiva humana do grande tempo, refletindo e refratando sua própria época, ao mesmo tempo que respondem ao passado, projetando-se para o futuro. Por sua vez, A Pele de Vênus promove uma grande festa de renovação dos sentidos, espraiando seu diálogo para além de seu contexto sócio-histórico de circulação, atingindo obras do passado e contextos outros ao colocar no centro de sua discussão a representação da mulher na arte.