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Exercícios para membros superiores durante radioterapia para câncer de mama e qualidade de vida / Upper limbs exercises during radiotherapy for breast cancer and quality of life

Oliveira, Mariana Maia Freire de; Souza, Gustavo Antônio de; Miranda, Marcela de Souza; Okubo, Mirian Akita; Amaral, Maria Teresa Pace do; Silva, Marcela Ponzio Pinto e; Gurgel, Maria Salete Costa.
Rev. Bras. Ginecol. Obstet.;32(3): 133-138, TAB.
SciELO Brasil | Idioma: Português

Resumo em português

OBJETIVO: avaliar a influência da fisioterapia realizada durante a radioterapia (RT) sobre a qualidade de vida (QV) de mulheres em tratamento para câncer de mama. MÉTODOS: ensaio clínico randomizado com 55 mulheres em tratamento radioterápico, sendo 28 alocadas no grupo submetido à fisioterapia (GF) e 27 no grupo controle sem fisioterapia (GC). A técnica fisioterápica utilizada para o GF foi a cinesioterapia para membros superiores, com emprego de 19 exercícios realizados ativamente, com uma série de dez repetições rítmicas ou alongamentos, englobando movimentos de flexão, extensão, abdução, adução, rotação interna e rotação externa dos ombros, isolados ou combinados. A QV foi avaliada por meio do Functional Assessment of Cancer Therapy-Breast (FACT-B) no início, no final da RT e seis meses após seu término. As sessões de fisioterapia começavam concomitantemente à RT, em média 90 dias após a cirurgia. RESULTADOS: não houve diferença entre os grupos para as subescalas: bem-estar físico (p=0,8), bem-estar social/familiar (p=0,3), bem-estar funcional (p=0,2) e subescala de mama (p=0,2) nos três momentos avaliados. A comparação da subescala emocional obtida nas três avaliações demonstrou melhor comportamento do GF em relação ao GC (p=0,01). Ambos apresentaram melhora na subescala de mama entre o início e final da RT (GF p=0,0004 e GC p=0,003). Houve melhora dos escores do FACT-B ao final da RT em ambos os grupos (GF p=0,0006 e GC p=0,003). No entanto, seis meses após a RT, esta melhora manteve-se somente no GF (p=0,005). A qualidade de vida avaliada ao longo do tempo pelo FACT B (p=0,004) e Trial Outcome Index (TOI) (soma das subescalas bem-estar físico, funcional e subescala de mama) foi melhor no GF (p=0,006). Não houve evidência de efeitos negativos associados aos exercícios. CONCLUSÕES: a realização de exercícios para membros superiores beneficiou a qualidade de vida durante e seis meses após a RT.

Resumo em inglês

PURPOSE: to assess the influence of physiotherapy performed during radiotherapy (RT) on the quality of life (QL) of women under treatment for breast cancer. METHODS: this was a randomized clinical trial conducted on 55 women under RT treatment, 28 of whom were assigned to a group submitted to physiotherapy (PG) and 27 to the control group receiving no PG (CG). The physiotherapy technique used for PG was kinesiotherapy for the upper limbs using 19 exercises actively performed, with a series of ten rhythmic repetitions or stretching movements involving flexion, extension, abduction, adduction, internal and external shoulder rotation, separate or combined. QL was evaluated using the Functional Assessment of Cancer Therapy-Breast (FACT-B), at the beginning and at the end of RT and six months after the end of RT. The physiotherapy sessions were started concomitantly with RT, 90 days after surgery, on average. RESULTS: there was no difference between subgroups regarding the following subscales: physical well-being (p=0.8), social/family well-being (p=0.3), functional well-being (p=0.2) and breast subscale (p=0.2) at the three time points assessed. A comparison of the emotional subscale applied at the three evaluations demonstrated a better behavior of PG as compared to CG (p=0.01), with both groups presenting improvement on the breast subscale between the beginning and the end of RT (PG p=0.0004 and CG p=0.003). There was improvement in FACT-B scores at the end of RT in both groups (PG p=0.0006 and CG p=0.003). However, at the sixth month after RT, this improvement was maintained only in PG (p=0,005). QL assessed along time by the FACT B (p=0.004) and the Trial Outcome Index (TOI) (sums of the physical and functional well-being subscales and of the breast subscale) was better for PG (p=0.006). There was no evidence of negative effects associated with the exercises. CONCLUSIONS: the execution of exercises for the upper limbs was beneficial for QL during and six months after RT.